Amazonas terá empresas para administrar obras da Copa

quinta-feira, 25 de março de 2010 Comments

image O relator das matérias, deputado Sinésio Campos, disse que a criação desses órgãos é necessário para cumprir o caderno de encargos e prazos exigidos aos estados que tem cidades que sediarão jogos. “Com a Companhia de Transporte resolveremos de uma vez por todas os problemas do transporte coletivo de massa da cidade. Já a sociedade poderá cumprir com os prazos e encargos exigidos pela Fifa”, disse Sinésio Campos, relator das matérias.

Com a criação da sociedade mista o Estado possuirá 51% do capital de R$ 60 milhões. Esse modelo tem caráter de empresa de capital aberto, o que caracteriza a parceira público-privada. Isso permitirá ao Estado captar recursos frente à iniciativa privada, por meio de um instrumento jurídico seguro.
Em resposta a oposição, o parlamentar garantiu que não havia nenhum problema com os textos das matérias aprovadas, apenas com dois votos contrários e uma abstenção.

Arena da Amazônia

No último dia 4 de março, a Construtora Andrade Gutierrez venceu a concorrência da licitação para execução das obras da Arena da Amazônia, que substituirá o estádio Vivaldo Lima e receberá jogos da Copa 2014 em Manaus. O resultado em sessão pública na sede da Comissão Geral de Licitação do Amazonas (CGL). A construtora apresentou o menor preço para o empreendimento (R$ 499.508.704,17), superando a proposta da Odebrecht (R$ 504.746.793,70). O edital previa um valor máximo de R$ 505 milhões.
O prazo para execução dos serviços é de 36 meses, contados a partir da assinatura do contrato. Segundo a Secretaria de Planejamento, se não houver recursos judiciais que contestem o resultado as obras podem começar no final deste mês. Dessa forma, a arena só estaria pronta em março de 2013, ultrapassando em três meses o prazo da Fifa para a conclusão das obras, o que poderia deixá-la fora da Copa das Confederações.
A empresa Andrade Guitierrez já esteve presente em obras importantes no Amazonas como o Prosamim, a construção da hidrelétrica de Balbina e abertura da BR 319, em 1967.
Segundo o gerente comercial da Construtora, Márcio Andrade, a construção da Arena Amazônia vai empregar 1.500 funcionários. Os trabalhadores receberão um treinamento de capacitação com profissionais possivelmente trazidos de fora.
A obra, complexa, tem 1.300 itens de serviço entre hidráulica, elétrica, paisagismo, e outros. O prazo para execução dos serviços é de 36 meses. - A empresa investirá todos os recursos para cumprir o contrato dentro do prazo estipulado -, declara Andrade.

Monotrilho

Já a licitação para as obras de construção do monotrilho na cidade de Manaus foi adiada. Nenhuma das empresas interessadas apresentou proposta durante reunião realizada em fevereiro, na sede da Comissão Geral de Licitação do Poder Executivo (CGL), na Avenida Djalma Batista.
O monotrilho é uma das exigências da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) para que uma cidade seja sub-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2010. Na capital, o sistema receberá o nome de “Metro de Manaus”.

Fonte: Portal Amazônia, com informações da ALE

 

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