O Tribunal de Contas da União apontou sobrepreço no valor de R$ 71, 2 milhões no projeto básico elaborado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) , que contabilizou a obra em R$ 499 milhões. O Tribunal também observou “risco rentabilidade”, ou seja, não há identificação de ações efetivas previstas no projeto na fase pós-Copa, com risco da Arena da Amazônia se tornar um “elefante branco”. Conforme o TCU, Manaus (AM), assim como Natal (RN), Brasília (DF) e Cuiabá (MT), são as piores referências no quesito mobilidade urbana. Embora o ministro, Valmir Campelo, relator dos processos da Copa, seja crítico em relação aos atrasos e atropelos judiciais, ele ainda não considera que sejam casos de “acender a luz vermelha”. O governador Omar Aziz foi procurado por meio da Agência de Comunicação do Governo (Agecom) para pontuar as considerações do TCU, mas foi informado de que a pessoa para falar sobre o tema Mundial é o diretor da Unidade Gestora dos Projetos da Copa (UGP), Miguel Biango. “O TCU se baseou em um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) emitido no ano passado. Já houve outras resoluções da própria CGU autorizando o andamento das obras no Amazonas”, afirmou Biango. Para o titular da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (SEJEL), Júlio César Soares, há um exagero do TCU quando aponta sobrepreço nas obras da Arena da Amazônia. O secretário, que estava jantando na hora em que falou com o CRAQUE, citou o caso do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, que iniciou com um custo de R$ 700 milhoes no projeto básico e hoje estaria orçado R$ 1,7 bilhão, para comparar os gastos. “A Arena da Amazônia está entre os estádio que estão sendo construídos, e não os reformados, mais baratos da Copa”. Júlio César discorda que não haja proposta para Arena após a realização da Copa. “Estamos buscando um modelo de gestão de arena fundamentado em parcerias com a iniciativa privada. Manaus é uma cidade de vida cultural intensa de eventos internacionais grandiosos, com shows”. Sobre os itens mobilidade urbana e aeroportos, o secretário afirmou que há projetos viáveis em andamento, mas que a Arena da Amazônia seria a obra de referência para a FIFA, que garante a realização da Copa na capital amazonense. “A Arena sem dúvida é a referência. Sem ela não há Copa na Cidade. E estamos bem adiantados em relação a outras capitais”, reafirma o secretário. Problema com os aeroportos O ministro disse que o atraso no cronograma poderá acontecer, mas não na obra em si. “Pelo menos é o que estão nos garantindo. Não queremos ser empecilho, queremos ajudar”. Júlio César Soares titular da secretaria da juventude esporte e lazer 1 O senhor acha que há exagero por parte do TCU em relação às obras da Copa? O TCU faz a parte dele, que é fiscalizar, e nós fazemos a nossa, e aí eu falo pelo Amazonas, que é agilizar as obras de acordo com as possibilidades e o tempo disponível. Não foi o TCU que analisou o projeto básico da SEINF para Arena. Foi a CGU. 2 E o que a CGU apontou no projeto? Houve algumas irregularidades de forma apontadas em primeira análise, mas que já foram sanadas. A própria CGU emitiu uma resolução liberando 20% do valor da obra dos recursos do BNDES. A presidenta Dilma referendou esse repasse. Por outro lado, já entregamos projetos-executivos ao TCU, CGU, BNDES, FIFA. 3 Por que Manaus é citada entre as piores em mobilidade urbana? Há um caos nesse item na cidade. Temos de criar uma possibilidade concreta de resolver a questão da mobilidade de vez. Nesse sentido, o legado que ficará da Copa com monotrilho, BRT, nos permite vislumbrar isso. São projetos viáveis, cujo preço será estudado. Fonte: A Crítica
No quesito aeroportos, o TCU apontou obras em andamento somente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em Manaus ainda não projeto para além do papel, mas as propostas dependem mais do governo federal - via Infraero - que dos Estados. A construção e reformas de portos seria outra item a desejar na capital amazonense, embora haja projetos elaborados sob análise dos órgãos competentes. Para Valmir Campelo há uma “preocupaçãozinha“ maior com o problema dos aeroportos. “O TCU está se antecipando quando existe alguma irregularidade, fazendo um trabalho preventivo, educativo e os gestores têm recebido isso muito bem. Não existem maiores preocupações. Mas vamos pedir que as coisas sejam antecipadas”, disse Campelo.























1 comentários:
Estas elites econômicas e sociais tem a grande chance de reivtalizar a cidade de Manaus, desde nossos clubes a infra-estrutura. Se houver engajamento e fiscalização da sociedade civil organizada, exigindo transparência e trabalho comprometido, certamente após a Copa, teremos um magnífico espaço de espetáculos e uma cidade com melhor qualidade de vida. Está mais do que na hora de superar entraves causados por uma visão míope e pequena de governos estaduais, municipais e empresários. É hora de trabalhar! Saudações Amazonenses.
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