Pré-inaugurado no dia 5 de abril de 1970, o Estádio Vivaldo Lima, Vivaldão, completaria nesta terça-feira, 41 anos. Foi de uma conversa entre os amigos fanáticos por futebol, Plínio Ramos Coelho e Vivaldo Palma Lima, ambos torcedores do nacional, que surgiu a ideia de fazer um estádio de futebol, o maior do Amazonas. Mas, infelizmente, Vivaldo Lima morreu antes que esse sonho fosse realizado. Plínio Ramos tornou-se governador do Amazonas em 1955 e deu início ao sonho idealizado por ele e pelo velho amigo, chegou a lançar a pedra fundamental e começou a preparar o terreno, porém as obras ficaram paralisadas por alguns anos. A construção prosseguiu em 1964, quando Artur Cézar Ferreira assumiu o governo do Amazonas. Para projetar o Vivaldão foi chamado o arquiteto mineiro Severiano Mário Pinheiro Vieira de Magalhães Porto que se mudou para Manaus e recebeu a missão de construir o maior e mais bonito estádio da região norte. A obra foi construída em meio à floresta, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul de Manaus, que ao contrário de hoje, era um local de difícil acesso e por isso sua escolha recebeu muitas críticas, algumas pessoas acreditavam que era impossível alguém querer assistir futebol em um lugar tão distante. Mesmo com as obras inacabadas, o Vivaldão foi pré-inaugurado no dia 5 de abril de 1970, durante o governo de Danilo Areosa. João Havelange, na época Presidente da Confederação Brasileira Desportos (CBD) aceitou o convite do amigo Fernando Limongi e a seleção brasileira jogou contra a seleção amazonense, antes da copa do México, no qual O Brasil foi tri-campeão mundial. Foram dois jogos na inauguração um com os reservas, chamados de grupo B e o outro pelos titulares, grupo A. Nos dois jogos a seleção brasileira ganhou por 4 x 1 da seleção amazonense. Os quatro gols da seleção B do Brasil foram marcados por Dadá Maravilha, que balançou as redes do Colosso do Norte pela primeira vez. Mas, o Vivaldão, palco de momentos importantes do futebol amazonense e brasileiro foi desativado no dia 13 de julho do ano passado para dá lugar à moderna Arena da Amazônia. Manaus foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, em maio de 2009. Com isso, o estádio, que comportava 32 mil torcedores foi demolido e em seu lugar está sendo construída a Arena da Amazônia, que terá capacidade para receber 46 mil torcedores. O Colosso do Norte foi o maior estádio do Amazonas e a sua desativação gerou opiniões contrárias. Para o ex-árbitro Carlos Zamith, que foi tesoureiro da Faf no primeiro jogo realizado no Vivaldão a sua demolição seria desnecessária. “Lamento profundamente a desativação do Estádio que nos proporcionou tantas alegrias, mas infelizmente não há mais nada a fazer a não ser relembrar os bons momentos”, comentou Carlos Zamith. Os investimentos para construção da Arena da Amazônia giram em torno de R$ 5 bilhões que vão ser aplicados durante os cinco anos de preparação para o mundial. Deste montante, R$ 500 milhões serão destinados à parte esportiva. Fonte: A Critica






















