Há três anos nenhum árbitro da Comissão Estadual de Arbitragem do Amazonas (Ceaf-AM) apita jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. O último a participar do Brasileirão foi Washington José Alves de Souza, que apitou Sport-PE e Vasco-RJ dia 23 de agosto de 2007, no Estádio da Ilha do Retiro, em Recife. Desde então a arbitragem perdeu prestígio, representatividade e força política na Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf). Depois disso, as participações mais expressivas dos amazonenses foram em partidas de equipes médias e pequenas na Copa do Brasil e Séries B, C e D do Brasileiro. O presidente da Associação de Árbitros de Futebol do Amazonas (Asaf-AM), Basílio Monteiro, a inexpressividade do futebol local e a falta de um árbitro como referência do Estado no âmbito nacional são os motivos da ausência de ‘juízes’ da Ceaf nas principais competições do País. “A maioria dos árbitros do Amazonas tem qualidade, mas raramente participa de sorteios nacionais em razão da pouca representatividade do futebol local”, justificou Basílio. Até um clube local em divisões de destaque do Brasileirão proporciona maior visibilidade aos árbitros. “Na época que o São Raimundo estava na Série B nós éramos mais lembrados. Como assistente, eu viajei o País inteiro em 12 anos de carreira”, lembrou Basílio. Além da falta de representatividade, os árbitros também sofrem discriminação por conta da inexpressividade do futebol local. “Os representantes de clubes não gostavam de saber que apitaríamos partidas no Sul e Sudeste. O questionamento, em forma de preconceito, era sempre o mesmo: esses árbitros são do Amazonas? Mas lá nem tem futebol!”, comentou Basílio. Para o Estadual de 2012 os árbitros da Asaf já têm um projeto para também vender patrocínio e cobrar direito de imagem da TV que transmite o torneio. “Nós fizemos uma pesquisa rápida e concluímos que o árbitro da partida aparece quase 300 vezes na TV durante o campeonato”, constatou o presidente da Ceaf-AM, Wladimir Bastos. Fonte: Diário do Amazonas






















